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Escola de verão 2008

     
     

Escola de verão 2008


Escola de Verão 2008

Escola Bahá'i de Verão 2008.

Comecemos por congratular a Comissão de Escolas, que tão cuidadosamente organizou a Escola de Verão 2008, nada deixando ao acaso. Para além do que pudemos observar directamente, certamente houve árduo trabalho a nível de “bastidores”, tendo resultado tudo muito positivamente.  

 

 

 

A logística foi bem escolhida; os acessos à escola eram bons, as instalações espaçosas e confortáveis. Sendo a área de Santarém conhecida pelas suas altas temperaturas, os dias não estiveram excessivamente quentes. No entanto, o ar condicionado contribuiu para nos fazer sentir ainda melhor!

A zona da recepção, onde todos eram atendidos por uma activa e simpática equipa, era ampla, luminosa e arejada. Também neste espaço nos reuníamos durante os intervalos das sessões, tanto para conversarmos como para tomarmos o típico “cafezinho” (que bem podia ser um copo de água fresca ou batatas fritas).

A maioria das palestras decorreu num amplo auditório, embora existissem mais dois, menores, que também serviram para algumas apresentações.

 

O período devocional iniciava e encerrava o programa diário. As restantes horas eram preenchidas com a apresentação de temas, todos desenvolvidos por excelentes oradores.

Interessante foi a forma como as matérias estavam interligadas. Os conteúdos fluíam de tal modo articulados entre si, que mais parecia os interlocutores terem “combinado” as suas palestras.

 

  • Sohrab Youssefian, Conselheiro, foi responsável pela sessão de abertura da escola bem como pela apresentação, verdadeiramente inspiradora, do “Plano de 5 anos”.

 

  • Mark Bamford, realizador de cinema, fez uma abordagem histórica da Fé Bahá’i e como tem evoluído até aos dias de hoje.

Contou-nos o seu percurso pessoal antes e depois de se tornar Bahá’i e como conseguiu, na companhia de sua mulher Susan, enquanto pioneiros na África do Sul, utilizar a sua profissão em prol da Fé.

Numa noite apresentou-nos “Aventuras em Hollywood”, que consistia em apresentar uma lista de músicas, em que nos pedia para tentarmos identificar o cantor ou banda, após o que referia a influência que muitos desses artistas, através das suas composições, tiveram – e ainda têm – enquanto Bahá’is.

 

  • Arthur Dahl, ecologista, trouxe-nos um tema de extrema pertinência nos dias de hoje: o Ambiente.

As abordagens incidiram em “Mudança do clima”, “Encontrar um caminho numa era de transição” e “Princípios Bahá’i na acção ambiental”.

Referiu a crescente e urgente necessidade de se operarem mudanças de atitudes, quer a nível global – envolvendo Estados, governos, economias e políticas – quer individualmente, e de que forma todos temos o dever e a responsabilidade de “empurrar o mundo para um ponto de viragem”.

Deu especial ênfase a uma reavaliação de valores morais e éticos, fundamental para invertermos o panorama actual de destruição do planeta, evitando processos catastróficos irreversíveis.  

 

  • Richard Betts apresentou-nos uma apaixonada e apaixonante palestra sobre “Visão”.

Para uma melhor e mais profunda compreensão deste conceito, sugeriu que lêssemos “The World Order of Bahá’u’lláh”, de Shoghi Effendi. Refere como O Guardião da Fé Bahá’i, nesta publicação de cartas dirigidas à comunidade Bahá’i, faz uma antevisão da falência da humanidade, guiando-nos durante o desenvolvimento da Fé.

Richard explicou-nos o que significa “Ensinar” e como esta nossa missão enquanto Bahá’is nos  leva ao propósito último: “Servir”, que não é mais do que “beneficiar toda a humanidade”.

 

  • Assistimos a uma “tertúlia musical”, por Eric Harper. Uma interessante e criativa forma de nos mostrar como a Fé pode ser apresentada e divulgada através da música, em círculos mais ou menos alargados. De realçar as fantásticas capacidades vocais deste músico, que apenas se fez acompanhar por uma guitarra.

 

  • Jyoti Munsiff propôs que todos apresentassem questões, por escrito e anonimamente, que gostassem de ver respondidas, relativamente a assuntos que considerassem pertinentes. A sua primeira sessão consistiu, portanto, em responder aos vários desafios que todos temos de enfrentar a nível pessoal, social ou profissional, tendo como base os princípios Bahá’i, naturalmente, e como deveremos tê-los sempre presentes na forma como regemos as nossas vidas quotidianamente.

Na sessão seguinte ficámos a conhecer o que representa “Serviço com sacrifício”, através do seu percurso familiar e a repercussão que teve na sua vida.

 

  • Marco Oliveira em “Unidade das religiões” fez uma análise dos paralelos que podem ser desenhados entre a evolução do conceito de universo físico e a visão da religião, desde os primórdios até hoje. Utilizou um conjunto de imagens para explicar cada ponto e mostrou como a ciência teve de ajustar a sua compreensão relativamente à natureza do universo ao longo dos tempos. O mesmo processo tem acontecido na compreensão humana da religião e o papel da ciência nesta compreensão.

Utilizada, pela maioria, a história do Cristianismo como paralelo, Marco referiu o esforço desde cedo até hoje para um melhor entendimento dos desígnios de Deus para a humanidade, tal como entende a igreja, o seu clero e os filósofos ligados à sua história.

Terminou a sua instrutiva palestra com uma ilustração da revelação progressiva, representada pelo Mensageiros de Deus, desde Adão até Bahá’u’lláh, cada um iluminando a compreensão da humanidade sobre a realidade, ambas religiosa e científica!

 

 

 

Tendo sido a grande maioria das apresentações dos oradores em inglês, houve, por parte da organização, a preocupação de serem distribuídos auscultadores a todos os que tivessem dificuldade em entender a língua, tendo acesso à sua tradução quase imediatamente. O contrário também sucedeu, isto é, quando alguém intervinha em português, rapidamente a tradução era feita de modo a que quem não entendesse a nossa língua ficasse ao corrente do que estava a ser dito. Quer a tradução fosse em simultâneo ou não, ninguém ficou a perder.

Isto foi possível graças à imensa generosidade de Sahba, Tina e Varqa, que desempenharam durante horas a fio o papel de exímios e incansáveis tradutores, equiparando-se a profissionais de qualidade inquestionável.

 

Proporcionou-se uma apresentação “ligeiramente” diferente das que até então tínhamos assistido.

Havia sido pedido aos amigos que se tinham declarado recentemente, que partilhassem essa experiência com os restantes. Duas destas declarações eram “fresquinhas”, visto terem ocorrido na véspera, já no decorrer da escola.

Interessante verificarmos quão diferentes e variados os antecedentes, experiências, percursos e motivações que nos levam a abraçar a Fé Bahá’i, no entanto com um denominador comum como resultado: a felicidade que tal opção nos trouxe por passarmos a pertencer a esta bonita e alargada família.

Ao terminar esta pequena sessão tivemos conhecimento que três jovens tinham acabado de se declarar, mais um motivo de júbilo para todos.

 

Paralelamente a todas estas sessões, as crianças também desenvolviam actividades próprias.

 

O último serão foi passado igualmente de forma agradável. Assistimos a uma peça teatral representada pelas crianças e pré-jovens, a duas belas vozes femininas a cantarem, um dueto maravilhoso entre a Caty e o Eric, tocando, respectivamente, harpa e guitarra, e à participação dos jovens, através da “Geração Viva”, que de forma muito expressiva e sentida dançaram vários ritmos e estilos, consoante a mensagem que pretendiam transmitir.

Mais uma vez a manifestação artística utilizada para partilhar e divulgar os princípios Bahá’i.

 

Não poderíamos esquecer de dirigirmos um especial agradecimento a quem tão bem tratou de nós, a nível de alimentação. O refeitório era espaçoso e encheu-se diariamente de movimento e gente faminta e gulosa, repetindo-se o ritual ao pequeno-almoço, almoço e jantar, com refeições de grande qualidade, variedade e…quantidade! Os funcionários que tão atenciosamente olharam por tanta gente ao longo destes dias merecem uma palavra de carinho. O nosso muito obrigado pela paciência e simpatia que por todos tiveram.

 

Referência a factores constantemente presentes, que apenas contribuíram para enriquecer grandemente esta escola: alegria, boa disposição, espírito de amizade, partilha, cumplicidade, proximidade, entreajuda (de entre tantos que nos podem ocorrer).

As fotografias tiradas nas mais variadas ocasiões falam por si. Captam momentos intensos ou descontraídos, sérios ou divertidos. A obrigatória foto de família (tirada por variadíssimas máquinas fotográficas), será um testemunho do espírito que se viveu nesta fantástica escola.

Difícil foi a despedida!...

 

Balanço final: um verdadeiro exemplo de “Unidade na Diversidade”!!!