Continuam as perseguições e as campanhas de difamação aos Bahá'is no Irão
Agências noticiosas com a Reuters e AFP deram ontem a conhecer que segundo o jornal iraniano Resalat, o grupo de sete bahá'ís detidos pelas autoridades iranianas tinham confessado ter estabelecido uma organização ilegal com ligações a Israel e a outros países, cujo objectivo era minar o sistema Islâmico. O jornal citava uma fonte de um Tribunal Revolucionário (que geralmente tratam de assuntos de segurança nacional) dizendo que os sete detidos tinham confessado, facto que justificava a sua detenção. Não houve qualquer comentário oficial por parte das autoridades iranianas.
A Comunidade Internacional Bahá'í reagiu de imediato a estas notícias negando veementemente qualquer sugestão de que os Baha’is iranianos estejam envolvidos em qualquer actividade subversiva. "A comunidade Baha’i não se envolve em actividades políticas; o seu único «crime» é praticarem a sua religião. A gravidade das acusações faz-nos temer pela vida destes sete indivíduos."
Bani Dugal, a porta-voz da Comunidade Internacional Baha’i, voltou a esclarecer que os sete Baha’is detidos eram membros de uma Comissão que supervisiona as necessidades dos 300.000 Baha’is no Irão. "As sugestões de conluio com o Estado de Israel é categoricamente falsa e enganadora. As autoridades iranianas jogam com o facto do centro administrativo mundial baha’i estar situado no norte de Israel", afirmou.
"O governo iraniano ignora completamente o facto histórico bem conhecido da Fé Bah’i ter estado centrada no Irão até 1853, altura em que as autoridades expulsaram o profeta fundador da religião Bahá’í, forçando-o a um exílio e posterior encarceramento em Akká (Acre), nas costa oriental do Mediterrâneo, sob domínio do regime turco Otomano. Essa região hoje é parte do Estado de Israel", acrescentou a Srª Dugal.