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Grupo de Bahá'ís em Lisboa.

     
     

Primeiro Conselho Bahá'í de Portugal. Da esquerda para a direita: Celestino Silva, Richard Walters, Carl Sherer, Sara Tiffon, Mansour Masrour, Hilda Xavier Rodrigues, Julião Serrano, Ângelo Carneiro, Carlos Salomão.


A Fé Bahá'í em Portugal

Mais de 50 anos de história

Comunidade Bahá’í de Portugal é o nome sob o qual se agrupam as pessoas e instituições que se reconhecem como Bahá’ís no nosso país.

O primeiro contacto com a Fé Bahá'í em Portugal teve lugar em 1926, com a visita de 2 crentes Bahá’ís, que foram entrevistados para os jornais 'Diário de Notícias' e 'Diário de Lisboa', proferiram conferências no Clube Rotário e ofereceram livros à Biblioteca Nacional e Universidade Politécnica.

A base da Comunidade Bahá’í assenta em instituições eleitas. Em 1949 foi formado em Lisboa o primeiro órgão de governo desta natureza. Em 1962 foi formado o órgão de governo da Comunidade Bahá’í de Portugal (estes órgãos recebem, respectivamente, o nome de Assembleia Espiritual Local e Assembleia Espiritual Nacional).

Durante o regime anterior ao 25 de Abril de 1974 a Comunidade Bahá’í foi submetida a vigilância policial, limitação de reuniões e proibição de actividades públicas. Esta situação mudou com a proclamação da Lei de Liberdade religiosa (1975). Em 1975 a Comunidade Bahá’í de Portugal foi reconhecida legalmente e inscrita com o número 500 900 310 como Pessoa Religiosa Colectiva (Registo nº5 do Ministério da Justiça).

Ao abrigo da Lei de Liberdade Religiosa de 22-6-2001 foi pedido ao Ministério da Justiça em 22-6-2005 o pedido de Comunidade Religiosa Radicada, estatuto que finalmente foi concedido em 2007.

A primeira referência à Fé Bahá’í feita em Portugal data de 1878, no Dicionário Popular dirigido por Manoel Pinheiro Chagas e editado pela Tipografia do Diário Ilustrado em Lisboa. Posteriormente Eça de Queirós referiu-se aos Bahá’ís no seu livro “A Correspondência de Fradique Mendes”.

A Comunidade Bahá’í de hoje

A Comunidade Bahá’í de Portugal experimentou um grande crescimento. Actualmente, vários milhares de Bahá’ís residem em mais de 150 localidades do Continente, Açores e Madeira. O Centro Nacional Bahá’í situa-se em Lisboa (ver página contactos) e a partir daí são coordenados os esforços que a Comunidade Bahá’í realiza com o objectivo de difundir os princípios Bahá’ís, estabelecer programas de desenvolvimento e prestar outros serviços à sociedade.

Nos últimos anos, a Comunidade Bahá’í de Portugal levou a efeito a organização de várias conferências e palestras públicas. Nos Institutos Bahá’ís são realizados regularmente seminários, Escolas de Verão e de Inverno, além de cursos que, assim como outros realizados em diferentes pontos do país, procuram fomentar o estudo dos Ensinamentos Bahá’ís, em torno de temas tais como a educação, a família, a paz, a abolição de preconceitos, a promoção da condição das mulheres, a unidade da humanidade, entre outros. Consciência Social

Para além do seu carácter confessional, a Comunidade Bahá’í iniciou no ano lectivo 1999/2000 aulas no Ensino Público após autorização do Ministério da Educação.

A Comunidade Bahá’í de Portugal participa com programas próprios no espaço televisivo dedicado às confissões religiosas  A Fé dos Homens e também no programa 'Caminhos', ambos emitidos pelo canal 2.

O trabalho social da Comunidade concentra-se fundamentalmente em seis áreas: a defesa dos direitos humanos, a promoção da condição da mulher, o desenvolvimento social e económico, a educação de valores, o meio ambiente e o apoio às iniciativas da Organização das Nações Unidas e dos seus organismos. As principais actividades incluem campanhas de sensibilização das populações, colóquios, publicações, cursos de formação, conferências públicas e aulas de Educação Moral.

Grande parte destas preocupações têm o seu reflexo nas obras que publica a Editora Bahá'í de Portugal. Com mais de 200 títulos, a bibliografia Bahá’í pode ser classificada em cinco blocos temáticos: Escrituras Sagradas, obras teológicas, históricas, infantis, e de interesse social. Entre as publicações de temática social figuram títulos dedicados à tolerância, à pobreza, à família, à velhice, às populações indígenas, à natureza e à ecologia, ao desenvolvimento pessoal, à cidadania mundial, à reforma da Organização das Nações Unidas, e ao desenvolvimento social.

Através do grupo bahá'í de juventude Geração Viva tem levado a efeito espectáculos em todo o país, com a colaboração de várias Autarquias, Juntas de Freguesia e outras Entidades. Nesses espectáculos procura-se sensibilizar os espectadores para os problemas do mundo actual. A cooperação para o desenvolvimento e a defesa e promoção dos Direitos Humanos

A Comunidade Bahá’í de Portugal concretiza a sua participação no campo do desenvolvimento através do apoio que presta, proporcionando recursos humanos e económicos a alguns dos mais de 1.500 projectos geridos por comunidades bahá’ís nos países mais desfavorecidos, nomeadamente nos PALOP.

Em 1993, a Comunidade Bahá’í fez parte da plataforma portuguesa na Conferência Mundial sobre Direitos Humanos (Viena). Participou também nas últimas Conferências Mundiais organizadas pela Nações Unidas - Desenvolvimento Social (Copenhaga), Mulher (Pequim) e Habitat II (Istambul).

EXPO’98

A Comunidade Bahá’í participou na Exposição Mundial de 1998 efectuada em Lisboa EXPO’98, estando presente no espaço Inter-religioso. Um amplo elenco de actividades deu a conhecer mais amplamente aos cerca de 10 milhões de visitantes a origem, os princípios, as actividades e as contribuições dos Bahá’ís para o estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial.

Diálogo Inter Religioso

A participação da Comunidade Bahá’í em Portugal tem sido constante nas actividades e acções com outras Confissões Religiosas, como por exemplo na reunião de oração realizada na Igreja de São Nicolau em Lisboa por altura do falecimento do Papa João Paulo II. Participa, também, regularmente, com a Comunidade de Santo Egídio, na promoção da PAZ